Projetos Cobre Bom Jardim e Fosfato de Miriri - contexto econômico e geológico
Os dois projetos preveem intensa movimentação no mercado. Ambos têm o objetivo de cumprir com a desestatização dos ativos minerários do CPRM que foram pesquisados na década de 1980 e que desde então não foram disponibilizados para venda.
Cinco ativos minerários de propriedade da CPRM foram qualificados no PPI até o momento, em 2019 foi leiloado e arrematado o Complexo Polimetálico de Palmeirópolis, em Tocantins.
A atual licitação, publicada dia 30/11/20, contempla os projetos “Cobre Bom Jardim e Fosfato de Miriri” e será realizada dia 10 de junho de 2021 no Rio de Janeiro.
Projeto Cobre de Bom Jardim
O projeto Cobre de Bom Jardim corresponde a um depósito de cobre com ocorrência de cobalto e ouro associados, em uma área total de 1.000 hectares. Geologicamente está inserido na província estrutural de Tocantins, que configura um sistema de dobras, empurrões, metamorfismo e retrabalhamento crustal durante a Orogênese Brasiliana.
A área tornou-se objeto de interesse para a CPRM em 1970, quando o Serviço Geológico identificou anomalias radiométricas na região.
De acordo com a CPRM, o estudo realizado na região avaliou capacidade para 12,2 milhões de toneladas de minério com teor médio de 0,21% de cobre e 0,025 ppm de cobalto.
A Agência Nacional de Mineração incluiu áreas que apresentam grande potencial para a continuidade da mineralização de Cobre, Cobalto e Ouro já identificados no Projeto Cobre Bom Jardim de Goiás (Figura 01).
Figura 01: Projeto Cobre Bom Jardim (Leilão CPRM) e Áreas em Disponibilidade ANM (Oferta Pública). Fonte: Jazida.com
Englobando as áreas a serem licitadas pelo SGB/CPRM e ANM, a região apresenta grande potencial para incremento dos recursos minerais já identificados no Projeto Bom Jardim, principalmente a Norte e Oeste do minério já identificado.
Projeto Fosfato de Miriri
Já o projeto Fosfato de Miriri, está localizado uma área correspondente a 6.112,18 hectares, geologicamente inserido na Bacia Sedimentar Costeira de Pernambuco-Paraíba, de idade cretácica-paleocênica, cuja evolução tectono-geológica está diretamente relacionada à formação do Atlântico-Sul.
Os estudos apontam a existência de 114,7 milhões de toneladas de minério com teor médio de 4,19% chegando a até 18% de P2O5.
Na figura 02 podemos perceber que a região do Projeto Fosfato de Miriri possuí um histórico interessante quando se trata de mineração.
Ao realizar a pesquisa no Jazida.com “Áreas em Disponibilidade > Leilão CPRM” pelo filtro ao lado esquerdo do mapa, os projetos da atual licitação são carregados no Mapa (processos hachurados). Alinhado a essa pesquisa, utilizamos a ferramenta “buffer” e buscamos processos minerários em um raio de 22 km.
O resultado foi bem interessante!
Figura 02: Pesquisa realizada na região do Projeto Fosfato de Miriri e processos minerários próximos. Fonte: Jazida.com
Na legenda, ao lado direito da tela, podemos observar alguns números, por exemplo: 91 pedidos de lavra em análise, 44 processos com lavra autorizada e 35 processos em fase de pesquisa.
Por meio desses dados podemos perceber que é uma região bastante diversa, que possuí projetos avançados e também projetos em fases iniciais que podem trazer grandes resultados!
Investimentos e Movimentações no mercado
Estima-se que o Projeto Cobre Bom Jardim gere investimentos da ordem de 100 milhões de reais e 17 milhões de reais anuais em arrecadação de impostos durante a vida útil do empreendimento, além da geração de 150 empregos diretos e 1.000 indiretos nas localidades dos projetos.
O Projeto Fosfato Miriri também apresenta números positivos, ele pode gerar investimentos da ordem de 200 milhões de reais e 30 milhões de reais anuais em arrecadação de impostos durante a vida útil do empreendimento, além da geração de 250 empregos diretos e 2.000 indiretos nas localidades dos projetos.
Ambos têm o objetivo de cumprir com a desestatização dos ativos minerários do CPRM que foram pesquisados na década de 1980 e que desde então não foram disponibilizados para venda.
Os dois projetos preveem intensa movimentação no mercado.
Leilão de Áreas
O vencedor do leilão será definido pela maior proposta de bônus de assinatura, partindo de R$2 milhões, com pagamentos em parcelas crescentes ao longo das etapas de pesquisa complementar, cessão de títulos minerários e concessão de lavra.
Ao vencedor caberá executar etapa de pesquisa complementar na área e, se constatada a viabilidade da lavra, 1% da receita bruta obtida com a operação da mina será pago a título de royalty à CPRM.
Além dos cinco projetos já qualificados no PPI (Complexo Polimetálico de Palmeirópolis/TO, Projeto Fosfato Miriri, Projeto Cobre Bom Jardim, Carvão de Candiota/RS e Caulim de Rio Capim/PA), a CPRM detém outros 25 ativos minerários que deverão ser oferecidos à iniciativa privada nos próximos anos.
As áreas do Projeto constituem dois conjuntos de cinco requerimentos de pesquisa denominados Bloco Sul e Bloco Norte, totalizando 10 áreas de 1.000 há cada (Figura 03).
Figura 03: Bloco de áreas pertencentes a CPRM localizado no Pará. Fonte: Jazda.com
Para consultar o Edital do projeto Fosfato Miriri (PE-PB) clique aqui.
Para consultar o Edital do projeto Cobre Bom Jardim (GO), clique aqui.
Como podemos perceber, o mercado está em constante movimentação e podemos esperar grandes investimentos no setor nos próximos anos.
Por isso, conte com o Jazida.com para levar o melhor do gerenciamento de processos minerários e ambientais para o seu negócio!