Potencial de Exploração Mineral no Amapá

Com uma extensão total de 14,2 milhões de hectares, o Amapá possui um histórico relevante na exploração de minerais como ouro, ferro, caulim, manganês e cromo. Além disso, o estado apresenta potencial para minerais estratégicos como nióbio, tântalo e titânio.
Mais de 70% do estado é protegido por unidades de conservação, terras indígenas e a Reserva Nacional do Cobre e seus Associados (RENCA). As áreas disponíveis para mineração representam 26% do estado.
Essa parcela do Amapá abriga um enorme potencial mineral, podendo impulsionar a economia regional e nacional. Este artigo explora as oportunidades que essas áreas representam, analisando dados e perspectivas para a mineração no estado.
Contexto da exploração mineral no Amapá
Atualmente, existem 1.257 processos minerários ativos no Amapá. Segundo um estudo do Jazida.com, em 2020 havia uma grande quantidade de processos com pesquisa mineral autorizada e pedidos de pesquisa em análise, especialmente nos distritos mineiros.
De 2020 para 2025, houve um aumento expressivo de 60% nos pedidos de pesquisa em análise, e de 13% nos pedidos de lavra, indicando que as pesquisas tiveram resultados positivos e comprovaram a existência de recursos minerais. Além disso, houve um crescimento significativo de 68% nos pedidos de lavra simples para garimpo.
Essa evolução demonstra um mercado aquecido, com crescente interesse na exploração mineral no Amapá, demandando um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
Oportunidades de exploração nas áreas sem restrição para mineração
As áreas sem restrição para mineração totalizam 3,77 milhões de hectares, equivalentes a 26% do território estadual. Destas, 1,63 milhão de hectares estão ocupados por processos minerários, sendo 888 mil hectares bloqueadas administrativamente ou aguardando oferta pública e 746 mil hectares onerados pela iniciativa privada.
Atualmente, 2,13 milhões de hectares permanecem livres, sem bloqueios ou processos em andamento, correspondendo a 15% do estado. Dentre essas áreas, 1,93 milhão de hectares são depósitos fanerozoicos, de baixo interesse mineral, enquanto 200,73 mil hectares pertencem ao escudo cristalino, com elevado potencial prospectivo, representando 9% das áreas livres.
Em relação ao estoque de áreas para leilão, 1,9 milhão de hectares está disponível para oferta pública. Embora 76,90% dessas áreas estejam em zonas restritas, ainda restam 23,9% em regiões não restritas, criando oportunidades relevantes para exploração mineral.
Esses dados reforçam o grande potencial mineral do Amapá e as oportunidades nas áreas sem restrição para mineração. Com o crescimento do setor, novas empresas podem entrar no mercado, gerando desenvolvimento econômico.
Como desbloquear essas oportunidades para exploração?
O Investimento em tecnologia e inteligência de dados para localizar áreas com maior potencial de exploração pode ser a chave para desbloquear esse potencial mineral. Além disso, é importante criar estratégias para atração de investimentos, incentivando novos players a explorarem as áreas disponíveis.
O Amapá continua sendo um estado com um enorme potencial mineral, e as áreas sem restrição representam uma oportunidade significativa para o crescimento do setor.
Com o avanço da tecnologia e a utilização de plataformas de dados para tomada de decisão, a mineração pode se expandir de maneira responsável, alinhando desenvolvimento econômico e sustentabilidade.